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Aline Zilli

Aline Zilli é atriz e produtora do Grupo Ueba Produtos Notáveis.

É formada em Comunicação Social – Publicidade e propaganda pela UCS com extensão em Administração Pública da Cultura pela UFRGS.

Perita avaliadora de projetos culturais do Ministério da Cultura via Funarte.

Articuladora da Rede Brasileira de Teatro de Rua. É gestora do FESTEAR – Festival de Teatro de Rua de Caxias do Sul.

 

 

 

As confusões do Fusca a Vela - relato

Por Aline Zilli

O dia em que o fusca quase foi guinchado antes de uma apresentação!

Hoje, dia 10/02/2017 iniciamos um lindo circuito de apresentações teatrais do nosso espetáculo de rua. Porém como nem tudo são flores, passamos por maus bocados.

Ao chegarmos na praça com o fusca, veículo que é cenário, fomos abordados pela Guarda Municipal. Entregamos a autorização emitida pela Secretaria de Meio Ambiente (Semma) e seguimos para a montagem quando fomos chamados para o caminhão da guarda que estava estacionado na praça Dante.

Lá, os 6 agentes municipais nos disseram que não poderiamos apresentar pois a autorização não permitia veículos na praça. Mas ai a pergunta: a Autorização é para o espetáculo se se chama As Aventuras do FUSCA a Vela, que já aconteceu naquele mesmo lugar por outras 3 vezes no último ano, com a mesma autorização em mãos.

Além desta informação e sem o diálogo, os mesmos chamararm guincho e os famosos amarelinhos, da secretaria de trânsito, para nos multarem e removerem o veículo/cenário da praça. Ficamos muito tempo explicando que tinhamos a autorização, que estavamos fazendo nosso trabalho e assim vai...

Acionamos a Secretária de Cultura, Adriane Antunes, para nos ajudar a explicar e seguirmos para a apresentação. Segue-se mais alguns minutos e a vem a autorização verbal para que a Guarda libere, pois havia uma falha de comunicação. Engolida a raiva e o choro, fomos para a montagem do espetáculo, já com muitos passantes ao redor.

Eis que chega o fiscal amarelinho com ordem expressa de que teriamos que remover o veículo. Explicamos que a situação já estava resolvida, que ele poderia se informar certinho com a Guarda. A guarda municipal neste momento tentou avisar o amarelinho, que foi intransigente e avisou que havia sido emitida uma multa de trânsito para nosso veículo cenário e que o guincho estava a caminho. Desmontamos tudo e ficamos aguardando a remoção do veículo.

O público então em um momento lindo de apoio e solidariedade começou a nos encorajar e a dizer que se viesse o guincho eles fariam um cordão humano para que ele não fosse levado. Foram tantas palavras de apoio que nos emocionamos, falamos, vibramos. Não queriamos sair dai sem apresentar, mas o mais bonito foi a comoção do público, pedindo que a apresentação acontecesse, incentivando a continuação da arte e da ocupação do espaço público.

Dados mais alguns minutos, o amarelinho então dirigiu-se ao grupo e nos informa que houve uma falha, e que poderiamos então seguir para a apresentação, mas que seriamos multado igualmente! Bom, se era dinheiro o problema, um senhor da plateia gritou: “Viu, era só isso que queriam, dinheiro. Vocês apresentam, passam o chapéu e a gente ajuda a pagar a multa!”.

Buenas, se houvesse sensibilidade e diálogo, tudo isso não teria acontecido! E lá vamos nós montar a apresentação de novo, correr para garantir o mínimo atraso possível. Nesse momento chega a secretária, a Adri, para estar com a gente, logo chega o Carlinhos Santos, recebemos telefones de outras áreas da prefeitura, Tita, Vânia, Patrícia, e enfim... tudo sendo esclarecido.

Agradecemos a todos que se empenharam e nos apoiaram a seguir colorindo o mundo. Para nós, artistas, fica um nó na garganta. Parece que a cada dia somos mais retalhados pelos poderes públicos, enquanto o público mais nos quer por perto! Foi lindo poder ocupar a praça novamente com nossa arte. Foi lindo ver o público defendendo o artista e sua arte. Foi emocionante sentir que o povo nos queria ali. Seguiremos, de peito aberto e cabeça erguida. Não vamos nos calar diante de nenhuma injustiça ou abuso de poder.

P.S: Depois de tudo isso ainda passamos por mais alguns momentos angustiantes, mas esses matamos no peito e foi lindo: Nossa mesa de som pifou, queimou, foi-se! Fizemos toda a peça sem microfone, e sem nenhuma trilha. Não podiamos deixar o público sem o espetáculo. Eles foram nossos cúmplices e fiéis escudeiros.

P.S 2: O sino da igreja dispara a tocar pelos seus intermináveis 3 minutos as 18h, em meio a cena. E não basta-se, a Ave Maria enfiada guela a baixo de todos retumba na praça na sequência dos sinos. Refeltimos: temos todos que ouvir o som da igreja? Cade o respeito a diferenças religiosa ou aos ateus? O Som em veículos automotivos é proibido, mas na igreja pode?

P.S 3: A equipe da Ueba é demias!!!! Chega junto na boa e na ruim, improvisa e manda ver! Não se cala diante do problema! Valeu Fer, Rafaela, Rafael, Gabi, Rodrigo. Seguimos nosso caminho, navegando com o nosso fusca e a certeza de que juntos somos fortes!

Obrigada! Evoé!

 

 

 

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